Sucessão Empresarial: o que é fundamental

Em aprofundado estudo sobre sucessão nas empresas, sejam elas familiares ou não, é possível recolher dados que apontam que menos de 5% chegam a terceira geração. Estudos e mais estudos buscam encontrar soluções para melhorar estes índices. Enquanto uns focam nas formas de transição do patrimônio, na profissionalização da gestão, em terapia familiar, empresários, membros da família, investidores e colaboradores sofrem com estas questões e continuam se perguntando: afinal, qual a fórmula mágica para resolvermos nossos problemas de perpetuidade? O que realmente importa quando se dá conta de que o trem começa a sair dos trilhos em uma sociedade em transição de gerações?

Apesar das teorias postas terem sua relevância e merecerem compor o mix de soluções (não é comum uma receita definitiva com único ingrediente) destaco, em especial, um ponto que é pouco debatido e tratado na formação do empresário brasileiro que é aprender o que é ser sócio e atuar na sociedade. Sugiro que discutir sobre conceito, formação, atuação, regras, características individuais, propósitos, relevância, entendimento sobre missão, visão e valores da empresa deve ser a base da receita do produto ideal do planejamento sucessório. Mas, como aplicar este ingrediente?

Dentro do arcabouço de treinamento elaborado por um bom profissional desta área, desenvolver o treino de consciência de que é preciso aplicar junto aos stakeholders (sócios, familiares atuantes, não atuantes, filhos, netos, noras, genros, etc.) o aprendizado mínimo de como serem sócios. Cito alguns pequenos exemplos, mas que se desenvolvidos podem ajudar indivíduos e grupos.

Reflexões, como: por que sou da família preciso trabalhar na empresa? Qual o comportamento esperado de um sócio atuante e quando não atuante? Conheço bem o negócio onde estou como sócio? Estou preparado para o caso de outros sócios não concordarem com minhas ideias? Conheço e consigo avaliar os riscos do negócio? Como meu capital investido pode, deve ou será remunerado? Conheço o significado de termos jurídicos, financeiros e administrativos que envolvem a empresa

Ainda não há formação própria para tanto, mas é preciso começar a falar sobre o tema e lembrar que divisões de patrimônio, de quotas sociais, as retiradas de sócios, diferentes usos do patrimônio investido, investimento conjunto (Family office), cisão, podem até parecer o fim de sociedade, da família empresária ou da empresa familiar, mas também não deixam de ser diferente modelos de planejamento sucessório.

                


 


 

 

Por: Dr. Felipe Camiloti

Sócio na área de Sucessão do escritório Oliveira e Olivi.

 

 

 

 

 

 

 

 

Oliveira e Olivi Advogados Associados
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